quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Aristóteles


"Ajusta os teus desejos aos teus meios presentes, aumenta-os apenas quando os teus meios assim o permitirem"- Aristóteles

Nesta frase está um conteúdo contrário à nossa natureza enquanto seres humanos, desejar apenas aquilo que se encontra dentro das nossas possibilidades de realização? Onde é que já se viu?.

Entendo que com esta frase o mestre filósofo apenas visava transmitir um conselho sábio cujo fim se materializava no afastamento da angústia que o desejo pelo irrealizável inevitavelmente se transforma. Como tal, é um conselho sábio e a seguir, no entanto....sejamos práticos! Eu pessoalmente não controlo os meus desejos...e vocês?

Assim, parece-me uma vez mais, um bom exemplo de um bom conselho a não seguir, sob pena de nos considerarmos inferiores a quem o deu.

Eu pessoalmente não me considero inferior a ninguém, nem considero que as minhas fraquezas me façam inferior, pois nada há de inferior na minha humanidade.

Assim, eis o que todos devemos fazer..."desejemos para além dos nossos meios presentes!!!!".

Não tento com esta ideia advogar a insatisfação e a tristeza como forma de vida, nem defender que devemos sucumbir a todos os desejos e tenatações, pois se os conseguirmos realizar, meus senhores, não estaremos a seguir o príncipio que estipulei, pois estaremos a desejar dentro dos meios presentes e que se encontram à nossa mão.

Entendo assim que desejar para além dos meios presentes é o príncipio de um outro conceito muito mal visto na nossa sociedade ...a ambição!!

Estranho que a ambição, apesar de mal vista, é um conceito que se expandiu e é respeitado, todos tendo um certo temor reverêncial pelos individuos que a demonstram...
Por quê?

Porque me parece que todos nós reconhecemos a virtude desse sentimento, que se baseia nada mais nada menos, que desejar para além dos meios presentes do individuo.

Deixemo-nos de falsas modéstias e de conceitos arraigados a uma moral ultrapassada onde o desejo é visto como algo feio e a evitar...o desejo é o início do pensamento...o desejo é o início da humanidade!!

O que nos faz cada vez mais desumanos é o facto de termos deixado de desejar para além dos nossos meios presentes e, desta forma, termos perdido a chama que faz de nós seres únicos na natureza.

Se o Homem não tivesse desejado para além dos seus meios presentes, não teria nunca desenvolvido a agricultura, a ciência, as artes...em suma a cultura.

Desejemos então, desenfreadamente! E depois...façamos por concretizar esses mesmos desejos!


terça-feira, 20 de janeiro de 2009

A premissa


O ano de 2009 prevê-se negro como a noite, escuro como o breu, mais mil e uma metaforas de escuridão, para o panorama económico e político que se estende perante nós neste ano que ficará (dizem..) na nossa memória.
Acho que nunca um ano foi tão mal recebido e tão mal vindo pela sociedade como este, com excepção talvez do ano 2000 (o famoso ano do "bug" e do fim do mundo).
Tal deve-se, reza a comunicação social e todos os entendidos nestes temas (entre os quais NÃO me incluo), ao "crash" provocado pelas operações "subprime" nos Estados Unidos e ao efeito que este "crash" teve nos outros mercados financeiros mundiais. Este "crash" e insolvências dele decorrentes levaram a uma maior desestabilização da economia mundial e ao efeito dominó de insolvências e ressessões nacionais pelo mundo fora.
Esta "tragédia", como é obvio, ainda está no início, e daí o medo que se sente nas ruas entre as pessoas que passeiam surumbáticas, medo de despedimentos, de reducções salariais, receio pelo futuro das famílias...
Assim, difícil será aplicar o Teorema de George para obter resultados satisfatórios para a população, ou não?
Contrariamente às expectativas dos cidadãos que os elegeram, os principais governos mundiais (entre os quais o nosso) adoptaram pacotes de medidas que comprovam que eles já são adeptos do Teorema de George e que este Teorema está já embutido no inconsciente colectivo dos nossos governantes...APOIO FINANCEIRO AOS BANCOS E INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS...principais causadores da crise "subprime"...
Para todos nós que neles votámos, apenas ficaram (no caso de Portugal) as palavras amigas do Governo e do Primeiro Ministro, a afirmar veemente que as medidas são necessárias e que a crise não existe...contrariamente à nossa sensação enquanto pessoas, trabalhadores, empresarios que calmamente deambulamos por um panorama sem crise e de nítida evolução e crescimento económico sem dinheiro nos bolsos.
Uma vez mais Teorema de George em acção...

A viagem inaugural


Caros leitores (caso venham a existir),
Começa hoje a minha viagem pública a que decidí dedicar o blog "Teorema de George", um blog provavelmente igual a muitos outros, mas que tem uma função essencial para mim e espero que para vocês, e que se pode resumir ao seguinte: "experimentar novas formas de pensar e de agir que sejam diametralmente opostas áquilo que normalmente pensamos ou fazemos".
Assim, convido-vos a partilhar desta minha viagem e deste meu desafio...VAMOS FAZER O CONTRÁRIO do que esperamos e do que esperam de nós...e partilhar os resultados dessas experiências neste "Blog" que visa ser uma séria experiência de FALTA DE SERIEDADE.
Como aviso fica que a intenção é uma experiência séria e lógica (ou talvez altamente ilógica, dependendo da vossa predisposição natural), pelo que, de início, farei uma tentativa de filtrar os comentários que fizerem às minhas mensagens ou "posts", mas espero que, com o desenrolar da vida natural deste "blog" isso deixe de ser necessário.
Assim, convido-vos a debruçarem-se sobre os temas que entenderem.
Obrigado e boa viagem.