terça-feira, 20 de janeiro de 2009

A premissa


O ano de 2009 prevê-se negro como a noite, escuro como o breu, mais mil e uma metaforas de escuridão, para o panorama económico e político que se estende perante nós neste ano que ficará (dizem..) na nossa memória.
Acho que nunca um ano foi tão mal recebido e tão mal vindo pela sociedade como este, com excepção talvez do ano 2000 (o famoso ano do "bug" e do fim do mundo).
Tal deve-se, reza a comunicação social e todos os entendidos nestes temas (entre os quais NÃO me incluo), ao "crash" provocado pelas operações "subprime" nos Estados Unidos e ao efeito que este "crash" teve nos outros mercados financeiros mundiais. Este "crash" e insolvências dele decorrentes levaram a uma maior desestabilização da economia mundial e ao efeito dominó de insolvências e ressessões nacionais pelo mundo fora.
Esta "tragédia", como é obvio, ainda está no início, e daí o medo que se sente nas ruas entre as pessoas que passeiam surumbáticas, medo de despedimentos, de reducções salariais, receio pelo futuro das famílias...
Assim, difícil será aplicar o Teorema de George para obter resultados satisfatórios para a população, ou não?
Contrariamente às expectativas dos cidadãos que os elegeram, os principais governos mundiais (entre os quais o nosso) adoptaram pacotes de medidas que comprovam que eles já são adeptos do Teorema de George e que este Teorema está já embutido no inconsciente colectivo dos nossos governantes...APOIO FINANCEIRO AOS BANCOS E INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS...principais causadores da crise "subprime"...
Para todos nós que neles votámos, apenas ficaram (no caso de Portugal) as palavras amigas do Governo e do Primeiro Ministro, a afirmar veemente que as medidas são necessárias e que a crise não existe...contrariamente à nossa sensação enquanto pessoas, trabalhadores, empresarios que calmamente deambulamos por um panorama sem crise e de nítida evolução e crescimento económico sem dinheiro nos bolsos.
Uma vez mais Teorema de George em acção...