sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Não gosto de gregos!
Não sendo fã de futebol, reconheço que gosto muito menos deles a partir daquele dia em que, na sala da minha casa, reuni alguns bons amigos para bebemos uma "champanhota" após essa esperada, e não verificada, vitória da selecção nacional de futebol sobre os gregos.
Daí que me chateia a nossa latina propensão para filosofar e filosofar com base nas construções teóricas criadas por esses gregos há mais de 2000 anos.
Pelo que, em desfavor do autor deste blog, não vou, nem pretendo, criar ou contribuir para a construção de um teorema.
Os gregos que o façam.
Sinto-me mais atraído para termos umas conversas vadias, como as que tinha o nosso Agostinho da Silva, direccionadas para o que é isto de ser um ser humano, para analisarmos as merdas que nos acontecem no dia a dia, e tentar tiral delas algum tipo de ensinamento. Até, eventualmente, para as analisarmos de vários pontos de vista.
Exemplo:
Vou a descer a rua, em direcção ao tribunal (tal como o autor do blog, também sou Advogado, pelo que parte da minha existência terá subjacente esta realidade) e sou alertado por uma garbosa menina, de peito muito firme, e tudo o resto no sítio, que tenho o braguilha das calças aberta.
Agradeço a atenção, e entrego-lhe um cartão profissional, esperando arranjar ali uma boa cliente, ou uma cliente boa, conforme a apreciação que façam da situação.
Uns dias depois, enquanto me encontro no escritório a escrever para blogs, recebo um telefonema da mesma menina a pedir uma reunião, porque se pretende divorciar do marido, um malandro qualquer que lhe batia e era frequentador assiduo do Parque Eduardo VII, e como existem bens a partilhar, necessita da intervenção de um profissional do foro.
Recebo a menina no escritório, e no meio da conversa, a dita espirra-me para cima e pega-me gripe A.
Desta situação, que à partida parece completamente fortuíta, podemos construir uma série de ensinamentos, levantar muitas mais questões e construir os tais teoremas, que não gosto por serem gregos, de consciência e de actuação.
Porque é que naquele dia e hora eu tinha a braguilha desapertada?
Porque é que a jovem olhou para lá?
Se eu tivesse pura e simplesmente agradecido à jovem e ido embora, teria apanhado a gripe A?
Etc.
Etc.
Etc.
Com este exemplo estapafurdio, e trazendo à colacção a gripe A., uma vez que toda a gente fala no diabo da gripe por uma qualquer razão, quero dizer o seguinte: tudo aquilo que fazemos, que pensamos, que nos acontece, pode ser interpretado, analisado, esmiuçado, a partir de uma enormidade de diferentes pontos de vista e critérios de análise.
Entreguei o cartão à menina porque sou um bandido igual ao marido dela, e esperava algum tipo de recompensa sexual...
Entreguei o cartão à menina porque era apenas uma potencial cliente...
Entreguei o cartão à menina porque naquele momento concreto não me lembrei de mais nada para fazer se não isso...
Entreguei o cartão à menina porque estava predestinado a fazê-lo e a ela ir ao meu escritório uns dias depois para me pegar a gripe (Deus castiga)...
Entreguei o cartão à menina porque naquele momento concreto todos os átomos que constituem o meu corpo e eventualmente dão forma aos meus pensamentos, se orientaram naquele sentido e não noutro, fundamentando o velho principio científico da incerteza...
Etc.
Etc.
Etc.
Tal qual como podemos reflectir sobre uma parvoice como esta, podemos fazê-lo sobre uma multiplicidade de outras situações, problemas, dogmas, pensamentos, actuações, contribuindo cada um de nós com o nosso ponto de vista e com a nossa reflexão sobre o assunto.
E, talvés, dessa multiplicidade de pensamentos e opiniões, seja possível construir algo, quanto mais não seja a aprendermos a aceitar outros pontos de vista, fundamentados ou não.
Não é construir teoremas, porque esses foram inventados pelos gregos e eu não gosto deles.
PGM

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Método


Peço desculpa pela desorganização de algumas das mensagens, e enquanto escrevia um E-mail a convidar um autor para este Blog, apercebi-me que se calhar deveria ter clarificado um pouco mais o método que pretendo usar na construção do mesmo.

O método prende-se com o nome do "Blog" e baseia-se no seguinte: a ideia é construir Teoremas de consciência e Teoremas de actuação. Uma vez que Teorias, infelizmente (ou felizmente) já existem muitas.

Para melhor entender o fim descrito, achei por bem procurar a definição de Teorema na "Wickipédia" e eis o resultado...efectivamente aquilo que se pretende, quer nos comentários, quer nos artigos sugeridos para este "Blog"...

"Teorema é um termo introduzido por Euclides, em Elementos, para significar "afirmação que pode ser provada". Em grego, originalmente significava "espectáculo" ou "festa". Actualmente, é mais comum deixar o termo "teorema" para apenas certas afirmações que podem ser provadas e de grande "importância matemática"" (in http://pt.wikipedia.org/wiki/Teorema)

Excluindo a questão matemática, que obviamente não é intenção, apesar de ser bem vinda qualquer abordagem matemática a estes temas, creio ser clara a definição de Teorema.

Quanto ao método, agradeço também ao contributo da "Wikipédia" que, uma vez mais, facilitou-me a vida, contribuindo, na mesma página, com uma definição dos métodos utilizados na construção de teoremas, cuja leitura sugiro a leitores mais disciplinados (http://pt.wikipedia.org/wiki/Teorema).

Essa definição dos método é meramente referencial e visa apenas servir de guia, uma vez que eu também (e como podem ver) não sou muito direccionado a métodos, pelo que a ausência de cariz prático/ciêntifico não invalidará as sugestões e/ou ideias que se sugiram.
Assim, definido um meio e um método, avancemos então para as construções.

Wicca


Embora não seja este o intuito deste Blog, parece-me interessante divulgar alguns dos ramos espirituais que possam ser de utilidade á sua ideia, por isso, e face a alguma inevstigação (pouca admito) deparei-me com este Blog que me parece bastante interessante e sério a respeito de "Wicca", ou feitiçaria pagã.

A razão de ser de aqui surgir prende-se com o ideal que me leva a escrever...a proucura de novas formas de consciência e de novos (ou antigos) recursos para atingir os objectivos traçados...o "wicca", no espírito deste Blog que visa tratar sobre questões do espírito, deve ser encarado como um recurso e não como um fim. Ou seja, acolhemos, respeitamos e convidamos todos os credos, crenças e práticas, mas não é nossa intenção cingirmo-nos a nenhuma. Procuramos respostas e pretendemos recorrer a todos os meios que possam contribuir para essas mesmas respostas.

"Wicca" como uma arte antiga que é, inspirada por tradições, ritos e filosofias ancestrais mereceu a primeira entrada, o que, espero eu, não represente ser a única entrada.
Como tradição, o fim do "Wicca" é desenvolver em todos nós as capacidades inatas da nossa mente/espírito e da nossa percepção do mundo espiritual (pelo menos parece-me a mim, do que lí e do pouco que sei sobre este tema).

Como referência fica que tratarei, durante os próximos tempos, de investigar um pouco mais sobre esta tradição e ser um pouco mais claro sobre as virtudes que a mesma pode trazer para os objectivos do Teorema.

Entretanto, aqui fica, para referência, o Blog "Wicca Portugal": http://www.blogcatalog.com/blog/wicca-portugal

Até breve.

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Teorema, Maçonaria, a Ciência Noetica e o Profano em todos nós

Após uma longa ausência, não notada por ninguém, decidí hoje recomeçar este blog sob uma nova perspectiva...o Profano e a experiência do poder que existe em todos nós.
Há anos que proucuro acreditar em algo superior...numa entidade Criadora...num ser intangível ou invisivel que criou a ordem e o caos da nossa existência. Bem...sendo mais egocêntrico, vamos dizer antes a MINHA existência. Deambulei por livros e filosofias, não necessariamente em busca desse Absoluto, mas vejo que sempre foi uma pergunta que viveu dentro de mim...e que vejo espelhada na realidade humana e da história.
Todos os seres humanos, desde que ganharam consciência do mundo, procuram responder às mesmas questões...que se reproduzem na realidade diária e na realidade filosófica da história e das mil e uma seitas e religiões que dominam e dominaram o mundo...as questões eternas da humanidade que normalmente se resumem a "quem sou?...de onde venho?...para onde vou?".
Estas três perguntas simbolizam de forma brilhante os três estados da mente diária humana...o presente, o passado e o futuro.
As implicações práticas destes estados estão espelhadas na nossa comunicação (tempos verbais), na nossa visão de nós mesmos (diariamente confrontamo-nos com as situações do dia, com as memórias do passado recente e mais profundo e com visões e desejos sobre o futuro imediato e, por vezes, mais distante).
Sem me alongar, diria que estes estados estão enraizados na nossa percepção da realidade...uma percepção temporal linear.
A filosfia e as suas descendentes (ciências) procuram as mesmas respostas que todos nós procuramos diariamente e caracteríza-se por teses racionais que procuram responder-lhes, seja pela via da experiência, seja pela via teórica, o objectivo está lá e a diferença é, bem vistas as coisas, de método.
Por sua vez, a religião, procura dar essas respostas...através de dogmas e rituais estabelecidos...não procura...justifica! Uma vez mais, varia apenas no método...da razão passa para a fé!.
Algumas redes e "escolas" como sejam a maçonaria (refiro-me a ela não como um conhecedor profundo ou sequer superficial) parece-me procurar estas respostas através de um misto de ambos os métodos...valorizando o poder implicito dos dogmas e rituais (no que é comum a todos...a existência de um ser e/ou conhecimento superior, não enquadrado em religiões), procura responder através da razão que emana deles, apoiando-se na ciência e a ela se dedicando.
A ciência Noetica...através da análise ciêntifica e experimental, procura desenvolver a percepção e consciência do Ser Humano...por forma, também, a responder a estas perguntas, e ir um pouco mais além desenvolvendo a mente do ser humano ao seu potencial total.
Qualquer um dos caminhos mencionados, na minha opinião, leva a uma entidade superior...ao Conhecimento Superior...à resposta a estas perguntas...assim como a mera experiência do dia-à-dia nos pode encaminhar nesse sentido...todos os caminhos, em principio, nos levam a entender melhor esses três estados e a responder, diariamente, a essas três perguntas...mas não respondem às perguntas..apenas nos aproximam da resposta.
E eu gostava de saber a resposta...como muitos nós...como, aliás, TODOS nós.
Esta é a viagem que agora me proponho e que partilho com quem queira acompanhar e contribuir para este Blog..será que tem resposta? Eu acho que sim...alterando as permissas das perguntas...
Cá vos aguardo e aqui estarei a filosofar...ou talvez não?
NR