quinta-feira, 5 de novembro de 2009

O Futuro- Para onde deslizamos?

Pois bem, honra seja feita ao ilustre PGM que aqui nos presenteou com uma visão bastante prática e esclarecedora sobre a sua posição cultural anti-grega e sobre as suas posições futuras a respeito de interacção com os média.
Apesar de não partilhar dos seus gostos e de, a partir deste momento, fazendo juz à fobia que se instalou na nossa sociedade, não aceitar encontrar-me com ele durante os próximos meses para evitar contágios de Gripe A, entendo na sua "conversa vadia" um bom sentido da intenção deste blog/projecto.
Para uns poderá ser enquadrado como uma construção prática e metódica...para outros, como uma mera conversa vadia...pois bem...não me oponho e considero bem vinda a proposta.
Façamos então conversas vadias, sempre com a intenção metódica, ou não, de partilharmos experiências, visões e ideias sobre a realidade e sobre o mundo...
Feito este parêntese, passo então ao tema.
Como vos disse na primeira entrada deste recomeço, pretendia debruçar-me sobre as três questões filosóficas ou três estados de percepção/manifestação do ser humano e da sua psique (ou alma).
Começarei por aquele que sempre me fascinou mais...o futuro.
Alterando a premissa base da pergunta que, no caso de "para onde vamos?" seria o "movimento", sugiro uma abordagem distinta..mais determinista...que se baseia numa ideia que anda muito na voga (ou pelo menos andou) da física quântica que afirma (de forma teórica, claro) que o futuro existe já e agora.
A alteração sugerida implica o abandono da noção linear de tempo algo, que, apesar de difícil, é possível para os nossos fantásticos cérebros de Homo Sapiens Sapiens...implica abstrair-nos da nossa percepção de tempo.
Existem teorias (para cuja enumeração peço o apoio posterior do amigo PGM muito mais versado nestas matérias do que eu, ou de um autor de seu conhecimento que procuramos cativar para este Blog) actuais da física que defendem, de forma muito laica, que o futuro é uma realidade que se está a processar já hoje. Neste momento. Numa "dimensão" distinta da nossa (ou numa "linha" que pode até ser paralela). Aliás, se bem lembro, esta seria um das interpretações da teoria da Relatividade de Einstein.
Esta "percepção" do futuro, aparentemente inovadora, permitir-nos-ia, munidos com os correctos meios tecnológicos, "avançar" no tempo, a partir do agora, dando saltos "dimensionais" (v. teorias sobre as possíveis aplicações de "worm holes" em viagens no tempo)e, em primeira linha, observar o passado e o futuro desde o "agora".
O autor e físico Arthur C. Clarke aborda este tema (mas sobre uma mera perspectiva de visão) em duas obras de referência com os nomes "Childhood's End" e "The light of other days" (escrita em colaboração com o autor Stephen Baxter).
Ora bem..se bem que nos é possível conceber esta visão "não linear" do tempo (futuro/passado/presente...agora!) quando apoiada em bases teóricas da ciência moderna, pergunto-me...e com base na tradição histórica cultural e religiosa?.
Passo a explicar...nas várias sociedades e culturas ocidentais persistem mitos sobre poderes mediúnicos...sobre profetas e profecias...existem e mantém-se na voga métodos divinatórios, baseados em ciências matemáticas como seja a Astrologia (causa de ser da intocável astronomia e astrofísica), e todos eles são remetidos à ignóbil prateleira de "mitos e superstições ignorantes".
Ora, se analisarmos friamente estes mitos e lendas e até métodos (os dignos de análise e não, como é óbvio, as previsões do Prof. Karimba), não estaremos perante um mesmo fenómeno que aquele defendido pela física quântica?
O que quero dizer com isto é apenas o seguinte, as ditas teorias pretendem vir a ser demonstradas mediante métodos tecnológicos que não estão ainda ao nosso alcance, no entanto, não estarão a ser demonstradas já através de mentes com um equilíbrio (ou desequilíbrio) específico? Não o terão sido ao longo da história da humanidade nos vários episódios proféticos? Não estarão subjacentes aos princípios da Astrologia “atalhos” proporcionados pela evolução intuitiva de milhões de mentes ao longo da história que permitem ao utilizador adequadamente treinado aceder a essas “dimensões” mediante cálculos matemáticos e conjugações de ângulos?
A mim parece-me que é um tema a abordar com um pouco mais de tempo e dados, que desde já vos convido a fornecerem (quem os tiver), embora admita que me vejo inclinado no sentido de que talvez haja mais de verdade nesses ditos mitos e lendas do que aquilo que se imagina.
Sabendo que, chegando a alguma conclusão, poderemos informar o PGM sobre as suas futuras probabilidades de ser um comentador mediático.