segunda-feira, 12 de abril de 2010

Para Desenjoar...

Hoje dediquei 10 mins do meu tempo a ver o que se escreve pela "Blogosfera"...e ao optar por este caminho, achei por bem ver as vistas da vizinhança...e comecei...pela vizinhança!!.

Aqui fica o "blog" da minha vizinha de escritório...um Blog que na minha opinião prima pela simplicidade e pelo bom gosto visual e não só..(por onde anda a raimundinha)...e cujas fotos (espero eu) passem a ter uma presença regular neste Blog...como a que hoje está exposta...mais pelo sentido visual desta "descida à terra", embora a definição da imágem esteja muito boa.

Depois decidí dar um salto a um Blog recomendado por um grande amigo meu, um Blog que parece andar a fazer "furor" na Blogosfera nacional portuguesa...(A causa foi modificada)...e após ler alguns dos textos publicados, entendí por quê...curto e, quando necessário, grosso!...bom para desenjoar...e óptimo para relaxar lendo opiniões directas e não preocupadas com a opinião do leitor.

Seja como for, e para não vos sobrecarregar de informação...aqui ficam dois para verem, lerem e respirar fundo de tanto existêncialismo...aproveitemos outras formas de pensar, ver e sentir...são demasiado raras para as recusaramos sem mais...ler sobre algo que normalmente não fazemos ou lemos...pode ser uma grande aventura! Ou pelo menos o início de uma...

No meu próximo "post"...estou a pensar em Revolução...e não só dos sentidos ou da maneira de pensar..

sexta-feira, 9 de abril de 2010

O Teorema do Antagonismo Deus/Acaso


Olá outra vez...para desenjoar um bocado da paisagística existêncial em que tenho andado focalizado nos últimos tempos, fujo hoje pra um outro campo, também ele existêncialista, mas desta vez que se prende com o determinismo/livre arbitrio.

Hoje, por "acaso" dei com um Blog...e muito específicamente com um "post" de um Blogger que desconheço, mas cujos "posts", no momento em que vos escrevo já lí (também não são muitos...4 até ao momento...mas bons! Directos, concisos e definitivamente não tão longos quanto os meus!!!).

Mas o primeiro que lí (O Teorema do Antagonismo Deus/Acaso) versava, em linhas breves, sobre a questão da ordem que existe e é verificada na estructura do Universo (verificada diariamente por cientistas do mundo inteiro) e a possibilidade de a mesma derivar de uma Ordem Universal (um ser superior) ou do mero Acaso.

Como o autor do pensamento, concordo que para ser Acaso já estamos a exagerar nas coincidências!!!!

Efectivamente deve existir uma Ordem subajcente a Tudo o que nos rodeia, sendo que, na minha opinião, a sensação de Acaso e Livre Arbitrio deriva exclusivamente de desconhecermos o encadear das causas e efeitos que levam ao produto final.

Ora...este conceito, quando aplicado às nossas vidas pode ser complexo...seremos efectivamente livres ou a nossa "liberdade" é derivada da mera ignorância dos factores que condicionam as nossas escolhas?

Pois é...é uma pergunta banal e até filosófica demais...mas experimentem ver as coisas da seguinte forma...antes de decidirmos seja o que for, não seria interessante pensar uns segundos sobre porque estamos a decidir assim? As conclusões podem ser muuuuito interessantes...e os efeitos das decisões...mais ainda! :)

Se por ventura forem mais impulsivos... o "depois" é sempre um momento tão bom para fazer este processo como o "antes"!

Bom fim de semana para todos!

quarta-feira, 7 de abril de 2010

A Relva e Maslow

Continuando nos "posts" dedicados à botânica do auto-conhecimento, e conforme prometido, estava ontem a preparar-me para escrever um pouco mais sobre as minhas conclusões a respeito do que era a Relva para mim, quando subitamente me apercebí que escrever sobre as MINHAS conclusões seria um mero exercício de ego que em pouco ou nada serviria a quem lesse este Blog e que não se enquadra no sentido que lhe estou a dar, e que continuo a convidar quem o lê para partilhar comigo...quando de súbito dou por mim a ler um pequeno trecho de um autor integrado num "mini-curso" de gestão no Youtube (Maslows Hierarchy of Needs).

O que me chamou a atenção neste trecho foi simplicidade com que Abraham Maslow hierarquiriza as necessidades humanas em forma piramidal que se pode resumir da seguinte forma:

"A hierarquia de necessidades de Maslow, é uma divisão hierárquica proposta por Abraham Maslow, em que as necessidades de nível mais baixo devem ser satisfeitas antes das necessidades de nível mais alto. Cada um tem de "escalar" uma hierarquia de necessidades para atingir a sua auto-realização.


Maslow define um conjunto de cinco necessidades descritos na pirâmide:
1.º Patamar: Necessidades Fisiológicas (básicas), tais como a fome, a sede, o sono, o sexo, a excreção, o abrigo;
2.º Patamar: Necessidades de Segurança, que vão da simples necessidade de sentir-se seguro dentro de uma casa a formas mais elaboradas de segurança como um emprego estável, um plano de saúde ou um seguro de vida ou até a segurança emocional;
3.º Patamar: Necessidades Sociais ou de amor, afeto, afeição e sentimentos tais como os de pertencer a um grupo ou fazer parte de um clube;
4.º Patamar: Necessidades de Estima, que passam por duas vertentes, o reconhecimento das nossas capacidades pessoais e o reconhecimento dos outros face à nossa capacidade de adequação às funções que desempenhamos;
5.º Patamar (Topo da Piramide): Necessidades de Auto-realização, em que o indivíduo procura tornar-se aquilo que ele pode ser: "What humans can be, they must be: they must be true to their own nature!".

É neste último patamar da pirâmide que Maslow considera que a pessoa tem que ser coerente com aquilo que é na realidade "... temos de ser tudo o que somos capazes de ser, desenvolver os nossos potenciais" (adaptação própria do artigo da Wikipedia intitulado "Hierarquia de necessidades de Maslow" in http://pt.wikipedia.org/wiki/Hierarquia_de_necessidades_de_Maslow).

Esta tese, apesar de simplista e aplicada à gestão de empresas, pareceu-me excelente para elencar por patamares a nossa situação individual enquanto pessoas (aquilo a que carinhosamente tenho chamado a nossa "relva") de uma forma objectiva, sendo que no topo, isso sim estaria o passo seguinte...as nossas aspirações e potencial.

A aplicação deste esquema teórico dos campos de necessidades humanas a um processo de introspecção pessoal pareceu-me uma ideia fantástica a por em prática.

Os resultados são fantásticos...serve até como teste à nossa satisfação pessoal, e melhor...aplicando-o verificamos, em alguns casos (como o meu, por exemplo) que logo no primeiro patamar tenho falhas complicadas a resolver.

Ora, se tenho falhas a resolver logo no primeiro patamar desta escala (que para mim tem a virtude de ser bastante directa e objectiva), porque não usa-la como guia na utulização dos processos de focalização e subrotinas que vos falei antes?

E eis que novos horizontes começam a abrir-se...

Depois de ler este resumo de teoria fiz uma pequena auto-análise breve baseada nas suas secções e eis o que descobrí:
1.º Patamar: Incompleto (sou fumador, durmo pouco, não vou publicar nada sobre a minha vida intíma obrigado, como mal e essencialmente apenas a parte excretória está a funcionar bem e regularmente!!!)
2.º Patamar: Estranhamente até está razoável, apesar de viver numa constaante insegurança económica com relação ao futuro (embora a análise deva ser feita com relação ao presente em meu ver);
3.º Patamar:  Sou extremamente individualista para ter uma vida social grupal, mas posso verificar falhas (que sempre vão existir numa relação estável...mas que se tem vindo a agravar nos últimos tempos...no campo do amor, afeto e integração social);
4.º Patamar: Pura e simplesmente desisti dele há uns anos, mas reconheço que tem extrema relevância para completar o 3.º, embora estranhamente a auto-estima esteja muito bem obrigado.
5.º Patamar: Pois é...aqui é onde deve acabar a "Relva" e começar o verdadeiro potencial.

Muito bem...desta análise breve é possível concluir muitas coisas, tantas que podem levar ao caos interno em vez de levar ao auto-conhecimento...

Para ser sincero, e fruto de ter entrado nesse mesmo caos por momentos, concluo (talvez por necessidade de auto-preservação) que não me parece que esta listagem e hierarquia seja 100% fiável...nenhum patamar vai estar INTEGRALMENTE realizado...com excepção talvez do 1.º que esse sim deve ser realizado para atingir (ou pelo menos tornar fiável a análise) dos próximos.

Utilizar esta piramide como "guia" não nos vai dizer o que é a "Relva"...quem somos...mas parece-me uma ferramenta util apenas para focalizar o nosso processo de análise nas nossas necessidades, e tentar encontrar um padrão nas mesmas, padrão este que se repete de patamar para patamar (no meu caso e na análise sumária que fiz a Profissão e necessidades profissionais ganharam um ponto elevado, pois as "faltas" estão quase todas associadas a componentes profissionais e do meu modo de encarar a vida focalizado no trabalho).

E com a Hierarquia das necessidades de Maslow encerro o capitulo da Relva...pela qual já caminho há uns dias..

Deixo-vos, para finalizar, com uma frase que pensava eu ser atribuida a um filósofo católico que primava pelas falhas e pela sabedoria do que deveria ser feito (até porque, segundo ele...ele raramente conseguia seguir os próprios concelhos e conceitos que estipulava), Santo Agostinho, mas que pela pesquisa verifiquei ser de uma outra pessoa:
"Dai-me Senhor serenidade para aceitar coisas que não posso mudar, coragem para mudar aquilo que sou capaz e sabedoria para ver a diferença." (Reihold Niebuhr)

A frase é fantástica, mas na minha opinião, está na ordem errada..logo..comecemos por treinar os nossos sentidos para "ver a diferença" e depois aceitemos e mudemos,  o que acham?

segunda-feira, 5 de abril de 2010

À Descoberta da Relva...

O tema, para quem seguiu os meus últimos "posts" está nitidamente relacionado com o desfecho do último, onde, acabei com o seguinte parágrafo:

"Logo...antes de nos lançarmos à Lua...entendamos que para lá chegar temos que saber o que é a relva...aceitar que a mesma é o nosso meio natural e depois...bem...depois...perceber que a Lua e as estrelas são alcançáveis...se as quisermos ao ponto de sair da relva...se não...aproveitemos o cheiro e a frescura da mesma numa tarde de verão...não é menos digno nem menos sonhador."

Como o sentido deste Blog é criar teoremas, entendendo como tal a definição segundo a qual um teorema é " uma afirmação que pode ser provada" e, como bem podemos ver na nossa estimada "Wikipédia", para se produzir um teorema é preciso demonstrá-lo (i.e., prová-lo), por mais que a demonstração em si não faça parte do teorema (um teorema consiste em apenas uma implicação que pode ser provada), não podia, nem devia, deixar de colocar à prova (ou testar) as minhas próprias afirmações.

Assim sendo, dediquei-me a "descobrir-me a mim mesmo", de forma a tentar descobrir se é a Lua, a Relva e/ou o Infinito que chama o meu imaginário realizável.

Que fiz eu? Procurei aprender técnicas meditativas? Procurei ir à procura de livros de auto-conhecimento? Fui ao Psicólogo?

Todas estas técnicas são validas, embora, lamento informar-vos, não tenha recorrido a nenhuma delas...recorri então ao quê?

Pois bem, recorri a mim mesmo e às poucas faculdades que a minha estrutura genética me deu...aos meus ouvidos, olhos, voz e sistema nervoso...até porque me pareceram uma óptima maneira de começar...e, admito, bastante mais económica.

Tentei começar a ver o que faço antes de o fazer...e quando digo isto, digo-o com relação a todas as coisas que faço, desde as pequenas coisas até às grandes...desde a forma como lavo os dentes, à ordem em que o faço (primeiro os de cima e depois os debaixo) e depois tentei descobrir de onde veio essa ordem (ou prática diária...porque a mesma repete-se todos os dias e por vezes, mais do que uma vez por dia).

Neste caso sem aparente importância, reparei que o faço porque gosto do sabor da pasta de dentes, e como tal, deixo o melhor momento para o fim...o clímax do lavar de dentes...o sabor fresco da pasta na minha língua!

Aparentemente esta conclusão é inútil, certo? Mas pasme-se o mundo...comecei a perceber que repetia este processo psicológico em mais do que uma suave (numa perspectiva psicológica) operação como seja o lavar dos dentes...o meu ritmo diário repete esta mesma equação...tento fazer as coisas que me desagradam o mais cedo possível para deixar o melhor para o fim...desde o pequeno-almoço, ao almoço fora de horas (a partir das 16h quando o ritmo de trabalho do mundo que me rodeia aparenta abrandar) e finalmente o cigarro no fim do dia.

Este padrão repete-se e condiciona as minhas escolhas nos pequenos padrões, e nos grandes? Senhores e senhoras! Está lá! Adio o lazer para amanhã, para "quando tudo estiver mais calmo" e/ou "mais organizado", e o resultado tem sido uma vida de constantes obrigações e responsabilidades sem fim que me tem levado a não ter FERIAS (com maiúsculas) À ANOS!!!

Como esta "revelação" tive várias da mesma ordem e fruto de outras observações, sendo que estou a usar esta como exemplo por ser simples e suficientemente comum para ser generalista o suficiente para servir de exemplo e/ou guia para quem ler este "Blog".

Comecei também a observar e a ouvir aquilo que digo e aquilo que faço, e a ver como muitas vezes digo coisas que nitidamente se opõem às coisas que efectivamente faço!

Nomeadamente...uma das minhas frases favoritas é "preciso de férias"...e depois...quando tenho oportunidade de as ter...só penso em trabalho!!! No que vou fazer! Nas ideias que tenho para os negócios! Nas ideias que tenho para a advocacia!

Logo...se calhar...preciso e adoro trabalhar...porquê nega-lo? É um facto sem o qual EU não sou EU...e sempre que não gostei do que estava a fazer, procurei encontrar um sentido para o que fazia que me fizesse reencontrar esse mesmo prazer que SEMPRE tive no trabalho...nem que seja o DINHEIRO que o mesmo me possa vir a dar (sim...o dinheiro com o qual penso ter aquelas férias que ando a pedir há anos...).

Outra técnica foi sentir o meu corpo...talvez a mais difícil de "experimentar"...sugiro que façam essa tentativa aparentemente fácil...sentir os vossos corpos POR DENTRO...sem se tocarem...focalizarem-se nas vossas sensações internas (e atenção que não vos digo, nem é meu objectivo, que o façam permanentemente e a toda a hora...).

Após tentar fazê-lo com o meu sistema nervoso interno (sentir-me por dentro) verifiquei que o mesmo não parece estar muito vocacionado para este propósito, com excepção talvez dos órgãos mais directamente associados aos sistemas gástrico, urinário e, admito, reprodutor.

Apercebi-me que, no que ao restante dos meus sistemas internos, que não sejam os que referi, se não estiver a tocar em "mim" não "me" sinto a não ser quando "sinto" uma dor localizada...de tal forma assim é que estive cerca de 30 minutos à procura do meu batimento cardíaco (em descanso) sem grandes resultados.

Por coincidência, e ainda relacionado com este tema, este fim-de-semana, aproveitando uma escapadela de Páscoa, fui até um SPA com a minha esposa, e enquanto ela foi descansar para o quarto...aproveitei para ir fazer uma experiência...no SPA tinham uma publicidade ao "Flotarium" que diziam ser uma câmara de isolamento onde ficaria a boiar e isolado de sons e sensações (que não a da água).

Se bem que não se tratasse de uma câmara e sim de um quarto, e o isolamento fosse só parcial, foi um ambiente óptimo para manter esta experiência que vinha a realizar, embora desta vez baseado na audição...sem som externo, talvez conseguisse ouvir os meus sons internos...pois bem...fiquei absolutamente irritado com o som da minha respiração, que raramente me deixou ouvir fosse o que fosse.

Seja como for, destas pequenas experiências verifiquei que eu (aparentemente, ou pretensamente, um ser introspectivo) não tenho noção do que se passa DENTRO DE MIM em termos sensitivos (termos aparentemente simples de processar) como sejam os sentidos em que confio diariamente para me mexer e para comunicar com o mundo a não ser para me dizer que algo me dói, que tenho fome, que algo me estimula sexualmente ou que tenho necessidade de ir à casa de banho.

Pareceu-me bastante limitativo...mas pensando bem...não foi...nada!...efectivamente os sentidos estão vocacionados para o mundo exterior...e as únicas sensações (sensoriais) internas que são efectivamente avassaladoras são...estas...as relacionadas com a sobrevivência...nutrição, excreção e reprodução (os três elementos comuns a todos os seres vivos!!!)...e Senhoras e Senhores...como elas nos condicionam! E como condicionam o nosso estado de "espírito", sonhos e realizações diárias!!!!

Das minhas sensações internas, apenas vou mencionar que alterei a minha dieta diária...e como isso tem alterado o meu estado de espírito, é absolutamente fantástico.

Seja como for, esta é a concretização que estou a fazer da descoberta do que é a minha Relva, e que procurarei partilhar convosco numa outra ocasião...mas de momento precisava de converter e demonstrar que o meu último post não era mais uma "teoria" e sim um "teorema"...de ferramentas bem fáceis de aplicar como podem ver...

Amanhã (espero eu) algumas conclusões sobre a Relva...no entanto, e antes de acabar, deixar-vos uma dica de análise...procurem pontos comuns nos ritmos/comportamentos/sensações que analisarem..qualquer ponto de partida é valido, sendo que onde esses pontos estão mais EXPRESSOS e a descoberto, normalmente, é nos "rituais" inconscientes das pequenas operações diárias (qualquer uma e todas elas)...prestem atenção aos pequenos movimentos que fazem e à ordem em que os fazem...antes de se porem a interpretar PORQUE os fazem...o padrão..se prestarem atenção...aparece por si só...se não...peçam ajuda a um conhecido/amigo/cônjuge...digam-lhes que se trata de um jogo (se preferirem)...

Ou então...recorram ao sistema que acharem mais adequado para vocês...estes são meras sugestões..e que me tem servido de muito...

Mais concreto...espero...comecemos a descobrir o nosso pedaço de relva.