segunda-feira, 19 de setembro de 2011

De volta

Doze longos meses se passaram sem nada escrever...doze meses de solidão filosófica derivada da absoluta falta de tempo e espaço para estruturar ideias e conteúdos...doze meses de caos e velocidade intelectual que me torraram (e continuam a torrar) os neurónios.

Nos últimos doze meses fui arrastado por trabalho, emoções e tensões...e se pensei no que andava a fazer...foi num nível demasiado próximo do inconsciente para ser descrito como um pensamento real.

Doze meses que ainda voam à minha volta e que ameaçam transformar-se em mais doze meses de actuação por impulso.

Assim, hoje decidi parar para estruturar e repensar as medidas tomadas e os resultados obtidos...e subitamente apercebi-me que...estive a seguir uma estratégia delineada à 2 anos atrás.

O meu cérebro, em automático, procurou e concretizou um plano pensado há muito...e, surpreendentemente, defendeu-me de más opções (é engraçado falar do "meu cérebro" na terceira pessoa...como se fosse autónomo...e não parte de mim).

No entanto, nenhum plano funciona se não for revisto e readaptado em função do desenvolvimento das situações concretas, e para isso, meus caros, é preciso pensar e consolidar os dados que nos rodeiam a cada par e passo.

Todos nós fazemos planos...em maior ou menor escala a planificação é uma característica humana, que nasce da característica que é apontada como uma das nossas maiores mais-valias enquanto espécie...a imaginação.

Quando planeamos o nosso dia estamos a fazer previsões a respeito de um futuro que todos sabemos ser incerto, e fazê-mo-lo com a mesma descontracção com que provavelmente lavamos os dentes, ou tomamos o pequeno-almoço, e verificamos, que com o desenrolar do dia, salvo raras excepções, existe alguma fiabilidade nessa previsão e planeamento.

E eis que neste momento, e face à minha experiência dos últimos 12 meses, me surge uma questão...porquê não o fazemos a mais longo prazo com a mesma certeza?

Aqui as resposta são várias, e todas elas perfeitamente viáveis e aceitáveis...e quase todas se centram no mesmo ponto principal...é possível planear o amanhã porque as variáveis são infinitamente inferiores às variáveis envolvidas num planeamento anual ou pluri-anual...

Resultado: colocando fé neste "principio" aparentemente lógico, pura e simplesmente nem sequer tentamos levar a cabo esse planeamento!!!

Pois bem...será este principio assim tão lógico?

Se pensarmos bem, este "principio" a ser "lógico" deveria aplicar-se até ao planeamento diário, uma vez que as variáveis do dia-à-dia são tão complexas e imprevisíveis quanto as variáveis anuais.

Sejamos loucos e ilógicos...planeemos o ano com a mesma certeza do dia de amanhã...e, já agora, com a mesma flexibilidade...qual o pior que poderá acontecer? Não se cumprirem os planos? Não será isso que acontece já?...

Olá a todos...estou de volta...e o meu plano para este blog está agora a recomeçar...